sexta-feira, 27 de julho de 2012

Preço do cimento tem leve aumento em julho

 

O preço do cimento em Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) apresentou pequena alta de 0,97% no mês de julho, na comparação com o mês de junho, de acordo com pesquisa do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, divulgada nesta quinta-feira (26/7/12).

Entre os 73 estabelecimentos pesquisados, o saco de cimento chegou a custar até R$ 23,50. O maior preço foi constatado nas marcas Cauê CPIII 40 e Campeão CPII 32. Já a maior variação de preço ocorreu na marca Campeão CPIII 32 (2,76%), que passou de R$ 19,29, em junho, para R$ 19,83, em julho. Além das marcas Campeão e Cauê, o Procon analisou a variação de preço dos cimentos Holcin, Liz e Tupi.

O preço médio do produto cresceu na maioria das regiões de Belo Horizonte e RMBH, entre elas Barreiro (5,84%) e Venda Nova (2,43%). Já as regiões da Pampulha, Oeste e Centro-Sul apresentaram queda nos preços no mês de julho em relação a junho.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SMS publicitário deve ser autorizado pelo consumidor

 
 
As prestadoras de telefonia móvel só poderão enviar mensagem publicitária via SMS sobre seus serviços para os clientes que optarem pelo seu recebimento. O Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais alerta para a medida, que está prevista no Ofício Circular nº 39/2012 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgada em 21 de junho, e que começa a valer a partir deste mês.
Até o dia 20 de setembro, as prestadoras devem enviar uma mensagem para seus clientes oferecendo a opção de cancelar o recebimento de SMS publicitário enviado pela empresa. O prazo começou em 20 de julho e o horário de envio é entre 10 e 19 horas. Os consumidores interessados em cancelar devem responder, no mesmo prazo, à mensagem “Por determinação da Anatel, caso não queira receber mensagem publicitária dessa prestadora, envie SMS gratuito com a palavra SAIR para o número XXX”. Quem perder o prazo precisará fazer o pedido pelo site ou pela central de atendimento telefônico da operadora.
Quem ainda não é cliente terá a opção de escolher no ato na assinatura do contrato. Com a nova norma, o documento deverá trazer uma cláusula para o usuário assinalar se deseja ou não receber mensagens publicitárias. “Desde 2008, o regulamento já previa que os usuários que não se manifestassem quanto a isso no ato da assinatura do contrato não deveriam receber mensagens publicitárias, mas as empresas não obedeceram. Agora, a Anatel lançou a norma para sanar o problema”, destaca o assessor jurídico do Procon ALMG Alexandre Werneck de Oliveira.
As empresas que não cumprirem a norma podem ser denunciadas na Anatel e no Procon de seu município. O telefone para formalizar a reclamação na Anatel é 1331. Quem cancelar o recebimento e quiser voltar atrás na decisão deve entrar em contato com a prestadora para fazer o pedido. Mas é bom checar se não haverá a cobrança dessa rescisão parcial do contrato.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

País é campeão de juros no cartão


PROTESTE comparou taxas cobradas nos cartões de crédito em seis países e constatou que valor do Brasil é superior à soma de todos os demais.
A PROTESTE Associação de Consumidores voltou a comparar a taxa média de juros cobrada nas operações com cartão de crédito com o de outros seis países (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México), e comprovou que o consumidor brasileiro continua submetido a taxas exorbitantes, apesar da queda taxa básica de juros da economia, a Selic.
O brasileiro que recorre ao financiamento por meio do cartão de crédito, o chamado rotativo, paga taxa média de juro anual de 323,14%. O Peru que é o segundo País da América Latina a ter valor maior cobra 55% ao ano, e o Chile 54,24%. O menor percentual é da Colômbia com 29,23% anual.
Os juros cobrados nas modalidades do crédito rotativo são uma das causas do crescente endividamento dos brasileiros. Conforme os dados levantados pela PROTESTE em junho de 2012, a taxa média atual está em 12,77% ao mês, que corresponde a 323,14%. A média foi calculada com base nos valores cobrados pelos cartões dos seguintes bancos e financeiras: Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Banco IBI, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Citibank, Losango, Panamericano, Banco do Brasil, Banco BMG e BV Financeira.
A comparação foi com as taxas praticadas em outros países, priorizando a América Latina porque países da zona do Euro e outros, além de praticarem taxas sabidamente inferiores às do Brasil, boa parte deles não financia saldos devedores de cartões de crédito.
Para caracterizar as condições econômicas dos países componentes da amostragem, no quadro a seguir, são apresentadas além das taxas anuais dos cartões de crédito, também as taxas básicas de juros, de inflação e as taxas reais correspondentes.

Comparativo das taxas anuais do cartão de crédito, inflação e taxa básica de juro (em %)
PAÍS
TAXA BÁSICA
INFLAÇÃO
TAXA REAL
TAXA DO CARTÃO DE CRÉDITO
BRASIL
8,0
4,9 (*)
2,96%
323,14
ARGENTINA
11,15
9,9
1,14
50,0
CHILE
5,0
3,1
1,84
54,24
COLÔMIBIA
5,37
3,2
2,1
29,23
PERU
4,25
4,0
0,24
55,0
VENEZUELA
15,65
21,3
-4,66
33,0
MÉXICO
4,5
4,3
0,19
33,8
Fonte: Banco Central do Brasil e pesquisa pela internet
(*) Taxa acumulada nos últimos 12 meses

terça-feira, 24 de julho de 2012

Você sabe a diferença entre Promoção, Liquidação e Oferta?




Antes de entrar nesse mérito, vamos primeiro buscar as definições:

Promoção:
1. Ato ou efeito de promover.
2. Acesso ou elevação a cargo ou categoria superior.
3. Ato de promotor.
4. Artigo em promoção: artigo cujas condições de venda são determinadas para lhe aumentar a venda.
5. Promoção de vendas: técnica própria para aumentar o volume de transações duma empresa pela ação da rede de distribuição.

Oferta:
1. Dar como oferta.
2. Oferecer.

Liquidação:
1. Liquidar estoque;
2. Liquidação em função de mudança de ramo;
3. Liquidação em função de mudança de estação.

Existem diferenças significativas entre promoção, oferta e liquidação.
A promoção é o ato de promover e oferta, ato de ofertar. Na grande maioria dos lojistas e pequenas empresas utilizam em suas ações de venda a promoção ao contrário de utilizar a oferta. As grandes empresas do varejo e indústria trabalham muito bem essas questões, sabem diferenciar e atuar de forma distinta. A idéia é direcionar esses questionamentos para as pequenas e médias empresas.
Vamos para o exemplo que fica mais fácil de entender: Como a própria definição, a promoção é o ato de promover, técnica para aumentar o volume de transações de um artigo ou de vários artigos, ou seja, para promover poderá utilizar diversas formas, que podem ser: Degustação ou amostra de um produto, Compre 3 Pague 2, Compre um produto e leve grátis um outro, Compre um produto X ou um valor de compra estipulado e concorra à veículos, viagens ou imóveis, etc. Observe que em nenhum momento foi falado em preço, pois em promoção o ponto forte não é a veiculação do preço, e sim, o ato de promover um produto, uma categoria ou uma condição que possa alavancar as vendas.
O ato de ofertar, é pura e simplesmente o ato de baixar literalmente o preço, exemplo: De: R$ 125,00 Por: R$ 99,00. Veja que a oferta conjugada com prazo de pagamento ou divididas em parcelas sem juros, por exemplo, passa a ser uma condição promocional, ou seja, uma promoção. Leve agora e pague depois, mesmo que exista um grande apelo em relação ao preço, a condição de pagar depois, eleva a oferta a condição de uma promoção. Agora na prática, o que muda para o consumidor, a oferta ou a promoção? O ato de ofertar poderá sacrificar muito mais a sua lucratividade com relação a promoção. Toda vez que for pensar em Oferta, pense se não é mais vantajoso para o seu negócio e para o cliente o ato de promover o seu produto ou serviço. Sempre lembrando que quando se baixa o preço (Oferta) dispara o sinal na mente do cliente, que o produto pode estar vencendo o prazo de validade (que é uma prática comum no comércio) ou que é um produto ou serviço de baixa qualidade. A promoção ao contrário da oferta, atrai exatamente pelo conjunto, um bom produto, um bom serviço, uma boa condição e assim por diante.
A liquidação normalmente é utilizada principalmente no ramo têxtil, para liquidar vestuário ou calçados, de estação que serão substituída por outra. Em outros ramos do varejo também utilizam a liquidação para desfazer de estoques, um bom exemplo é o ramo de material de construção, liquidando pisos, azulejos, etc... Atenção! Liquidação na grande maioria dos casos é perda de margens. Destina-se uma grande parte da lucratividade já conquistada para se desfazer desses estoques indesejados.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Começa a valer proibição da venda de novos chips em 18 estados e no DF
Empresas punidas são campeãs de queixas dos Procons


A partir de hoje, as operadoras de telefonia celular que tiveram pior resultado por estado no índice de qualidade medido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estão proibidas de vender novos chips e também de aceitar clientes pela portabilidade. Em Minas Gerais, a venda de novos chips está suspensa na TIM, que também não pode ampliar a carteira no Distrito Federal e em outros 17 estados. No país, a Oi e a Claro também foram afetadas pela ação da Anatel. O descumprimento da medida rende multa diária de R$ 200 mil às operadoras.
Tarcísio da Silva reclama da falha nas ligações e no serviço de atendimento (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Tarcísio da Silva reclama da falha nas ligações e no serviço de atendimento

No Brasil, são 255 milhões de linhas ativas de celulares, volume superior à população do país, que está próxima dos 200 milhões de habitantes, o que mostra a grande adesão do brasileiro ao serviço. A oferta cresceu, mas a qualidade ficou para trás. No primeiro semestre de 2011 o Procon de Belo Horizonte recebeu 1.670 reclamações relacionadas com a telefonia móvel. O termômetro da baixa qualidade deu um salto assustador, cresceu 182%. De janeiro a junho, foram 4.706 reclamações. Entre as queixas estão queda de sinal, cobranças abusivas, descumprimento de promoções ofertadas, até a qualidade ruim do serviços de call center, que resolve pouco os conflitos entre as operadoras e seus clientes.

No Procon de Belo Horizonte, a TIM lidera o ranking. A operadora acumulou 1.983 reclamações no primeiro semestre. O número mais do que triplicou em relação ao índice acumulado em igual período do ano passado. Seguindo a TIM, a Oi, com vendas suspensas em cinco estados, acumula 1.367 reclamações. A Claro, que está proibida de comercializar novas linhas em três unidades da federação, fechou o semestre com 833 queixas registradas no Procon, e a Vivo, que não foi suspensa pela Anatel, também não fica de fora: está na quarta posição, com 523 queixas. ''A suspensão da venda de chips ocorre porque a má qualidade do serviço chegou a um nível incontrolável. A atuação da agência reguladora tem sido muito tímida%u201D, critica Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da ProTeste ' Associação de Consumidores. No ranking da entidade, a telefonia também fechou 2011 no topo do pódium de queixas.

A administradora Aline Oliveira e o engenheiro Breno Amorim saíram da TIM este ano, portando o número para a Oi. ''Mudamos de operadora porque o serviço estava horroroso'', dispara Aline, que cancelou todo um pacote de serviços domésticos e empresariais. Segundo ela, a situação tornou-se tão precária que ela não conseguia mais se comunicar com os colegas da empresa. ''A ligação simplesmente não completava. Isso sem falar na internet no celular, lentíssima, que não funcionava.''

Para Breno Amorim, as empresas venderam uma quantidade muito grande de linhas e não investiram na infraestrutura. Na nova operadora Aline diz que sentiu alguma melhora na qualidade do serviço, mas mesmo assim não está satisfeita.''O call center não funciona. Depois de muito tempo no telefone, a ligação cai sem que o problema seja resolvido. Falta planejamento para as empresas de telefonia celular'', desabafa a consumidora. Ela acredita que a medida da Anatel ''vai fazer uma pressão'', mas não vai resolver o problema. ''O serviço está muito precário.''

O funcionário público Tarcísio da Silva foi no sábado à loja da TIM em Belo Horizonte para reclamar que as ligações não estão atingindo o alvo na primeira chamada. Ele considera que a responsabilidade maior pelas deficiências na telefonia móvel é do governo federal. ''As empresas estrangeiras vêm para o Brasil e não querem investir em qualidade'', opinou. Segundo ele, o call center é um bom exemplo de ação que merece grandes investimentos. Ele classifica o serviço como ''a pior invenção já feita. Não serve para resolver, serve para irritar o consumidor''.

Breno Amorim e Aline Oliveira trocaram de operadora, mas problemas continuam
Breno Amorim e Aline Oliveira trocaram de operadora, mas problemas continuam

A coordenadora do Procon Municpal, Maria Laura Santos, aponta que a reclamação dos consumidores aparece em diversos setores da prestação de serviços: desde falta de sinal, passando pela cobrança indevida, até descumprimento de promoções e dificuldade para cancelar o serviço.

A telefonia móvel é campeã de reclamações nos Procons e também abarrota o Judiciário. Em Minas, o Juizado Especial de Relações de Consumo precisou criar uma unidade específica para dar conta de atender a demanda dos consumidores. ''A situação chegou a esse ponto porque houve inércia e falta de fiscalização da agência reguladora'', aponta Maria Inês Dolci. Segundo ela, há muitos anos o serviço vem apresentando fortes e reiteradas reclamações. Em sua opinião, para o serviço melhorar é preciso que seja retomado o marco regulatório do setor e que empresas tenham obrigações de cumprir planos de investimentos. ''Durante vários anos, as operadoras aplicaram seus investimentos onde acharam mais vantajoso, deixando de lado o pós-vendas''. No Procon da Assembleia Legislativa, desde 2006 a telefonia móvel também vem se mantendo entre os três serviços mais reclamados.

Com a medida, a Anatel espera que em seis meses usuárias da telefonia móvel como a babá Jaqueline Siqueira sintam melhorias no serviço. Jaqueline tem três chips, das operadoras TIM, Oi e Vivo. O que mais incomoda a usuária é a interrupção do serviço. ''Às vezes a gente gasta os créditos da promoção porque a primeira ligação cai e é preciso fazer outra, pagar duas vezes.''


Planos para melhorias


Para fazer frente ao cerco da agência reguladora, as prestadoras deverão apresentar Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP), detalhado por estado, no prazo de até 30 dias, contendo medidas capazes de garantir a qualidade do serviço e das redes de telecomunicações.

Novas vendas só serão permitidas após análise e aprovação do plano apresentado pela Anatel. As operadoras suspensas terão também que afixar avisos sobre suspensão em suas lojas e ter mensagem gravada no call center. As prestadoras que não foram proibidas de comercializar em nenhum estado também deverão apresentar sua estratégia de melhorias.

A TIM informou que vai cumprir as exigências da Anatel e prepara-se para apresentar o plano de ações. A operadora vai se reunir nesta semana com a agência reguladora para apresentar sua estratégia, segundo a empresa, para atender plenamente as exigências determinadas pelo órgão regulador. De acordo com a TIM, neste ano serão investidos cerca de R$ 3 bilhões em infraestrutura. ''A empresa reconhece a existência de gargalos capazes de causar danos aos clientes e está empenhada para se adequar aos novos padrões adotados pela agência'', reforçou a companhia por meio de nota.

A TIM informou que está atenta às queixas, como as de ligações interrompidas ou entrecortadas, mas aponta que tem melhorado seu desempenho, medido pelo Índice de Desempenho no Atendimento (IDA) da Anatel. Segundo o índice, a operadora reduziu em 36% a taxa de reclamações no primeiro trimestre, na comparação com o ano passado, e hoje tem a segunda melhor performance do setor. Segundo a operadora, o número de demandas de seus consumidores nos órgãos competentes manteve a taxa registrada em 2010, de 0,04% das reclamações sobre a base de assinantes.

Na sexta-feira, a empresa entrou com mandado de segurança contra a decisão da Anatel de suspender as vendas e ativações de novos chips da empresa em 18 estados do país e no Distrito Federal. A decisão da Justiça pode ser conhecida hoje.

A Oi informou que entregará, ao longo da próxima semana, uma versão preliminar do seu plano de ação. A empresa destacou que vai otimizar o ritmo de seus investimentos até o fim do ano. A operadora anunciou investimentos da ordem de R$ 6 bilhões para 2012, o que representa R$ 1 bilhão a mais do que em 2011. Entre este ano e 2015, a companhia pretende investir R$ 24 bilhões no país.

A Claro informou que já entregou seu plano de ação à Anatel. Segundo a empresa, os investimentos em 2012 em ações de melhoria somam R$ 3,5 bilhões. Para todo o Brasil, o Plano de Ação da Claro privilegia investimentos em infraestrutura e tecnologia para acelerar o atendimento aos clientes, além de treinamento e competência nas centrais de atendimento, para atender as solicitações na primeira chamada (resolução imediata).


Estado de Minas 23-07-2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Anatel proíbe venda de chips da Oi, Tim e Claro

Medida foi motivada pelo crescente número de queixas dos clientes


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu suspender a venda de planos pré e pós-pago de três operadoras de celulares. A partir de segunda-feira (23), a Tim está proibida de ativar novos chips em 19 Estados.

As linhas da Claro não poderão ser vendidas em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Da Oi, Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio Grande do Sul e da Tim no Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.

O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (18) pelo presidente da Anatel, Sérgio Rezende. A suspensão vai durar até cada uma das operadoras apresentar um plano de qualidade para melhorar o serviço prestado aos consumidores.
— A demanda vem aumentando em função do número de vendas e demanda dos consumidores por telefonia e internet móvel com qualidade. Mas o aumento de clientes deve vir acompanhado de qualidade no serviço, destacou Rezende.

A decisão foi tomada após a Anatel estudar o número de reclamações de usuários de telefones em todo o país. Três critérios foram observados: qualidade da rede, qualidade da chamada e a realização de chamadas, que implica o cliente conseguir completar e terminar chamadas com sucesso.

A Claro é a terceira companhia mais reclamada de janeiro a 17 de julho deste ano, com 2.320 queixas, mostra o Procon-SP. A TIM aparece em sexto lugar, com 1.682 reclamações, e a Oi, em 11º, com 1.164 queixas. As ações das empresas operaram em queda na bolsa de valores durante a tarde desta quarta.

Na segunda-feira (16), o Procon de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, suspendeu a venda de linhas de telefones móveis e internet 3G das operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo na capital gaúcha. O órgão alegou má qualidade do serviço de cobertura de sinal. Ontem o órgão informou que a suspensão poderia ser estendida a todo o Estado. As operadoras foram notificadas.
Outro lado
A assessoria de imprensa da Oi disse que a empresa só vai se pronunciar após o detalhamento das medidas. Já a Claro disse que ainda está apurando a informação.

A assessoria de imprensa da Tim afirma que seus representantes terão uma reunião com a Anatel às 17h30 e que ainda não recebeu uma notificação formal sobre as punições.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Consumidor deve ficar atento a reajuste de plano de saúde coletivo, alerta Idec

Embora pareça mais vantajoso, planos coletivos podem sair mais caro para o usuário

O consumidor deve tomar certos cuidados ao contratar um plano de saúde coletivo. No primeiro momento, os planos coletivos aparentam ser mais vantajosos que um plano individual, por não exigir carência, mas podem acabar saindo mais caro. O alerta é do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).

O instituto chama a atenção para o fato de que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não regula os reajustes dos planos coletivos, somente dos individuais. Para a advogada do Idec, Joana Cruz, o governo também deveria intervir no mercado coletivo, que responde por cerca de 80% dos usuários de planos de saúde no país.

- Enquanto o índice de reajuste dos planos individuais,determinado pela ANS, será de até 7,93%, os planos coletivos têm reajustes livres, deixando os consumidores desamparados.

Segundo Joana Cruz, ao buscar um plano coletivo, o consumidor deve buscar saber os percentuais de reajustes nos últimos anos e de quanto deverá ser o próximo aumento, para não ser pego de surpresa com valores bem acima da inflação.

De acordo com a ANS, os reajustes dos planos coletivos não são regulados pela agência por tratarem-se de relações entre pessoas jurídicas (operadora e empresas, por exemplo), que têm grande poder de barganha e negociação, ao contrário do usuário individual. Além disso, segundo a agência, a modalidade coletiva não exige prazo de carência, possibilitando ao usuário migrar para outra operadora que apresentar mensalidade menor.

Outro alerta do Idec é sobre os reajustes dos planos individuais acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que acarretaria, a longo prazo, um comprometimento cada vez maior da renda dos clientes.

- Temos estudos mostrando que, em 30 anos, o plano de saúde vai absorver 50% da renda do usuário.

A ANS reconhece que os reajustes dos planos individuais são mais altos que o IPCA, porém argumenta serem abaixo do rendimento nominal médio do trabalhador e dos índices de variação de preços de produtos e serviços médicos, odontológicos e laboratoriais.

Na página da ANS, há informações sobre contratação de planos de saúde.